Fotogaleria: A força da ancestralidade nos II Jogos Indígenas do Xingu
Com mais de 600 atletas de 14 etnias em Altamira, evento celebra a cultura viva e reafirma a resistência dos povos originários diante dos impactos na Volta Grande do Xingu

Jovem indígena participante dos II Jogos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA). A força do olhar e a tradição em
um retrato da juventude originária. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.
Entre os dias 23 e 26 de julho de 2026, Altamira, no oeste do Pará, sediou a segunda edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu. Durante quatro dias, a Orla do município e o Estádio O Bandeirão transformaram-se no epicentro da celebração, da resistência e da diversidade dos povos originários.
Mais de 600 atletas e integrantes de 14 etnias estiveram reunidos em um momento de intensa vivência e integração territorial.
Os Jogos Indígenas do Xingu se consolidam como um ato de preservação e transmissão de saberes ancestrais. Entre cantos, danças ritualísticas, feiras de artesanato e a pintura corporal que desenha as identidades dos povos xinguanos, as arenas públicas tornaram-se espaço de encontro, celebração e intercâmbio entre os próprios povos e a sociedade não indígena.
A programação colocou em evidência modalidades tradicionais que carregam o peso da história e o cotidiano da Amazônia. Práticas como a corrida de tora (uma das manifestações mais simbólicas da região), o arco e flecha, o arremesso de lança, a canoagem, o cabo de força e a corrida do bastão dividiram espaço com o futebol de campo e as provas de natação e corrida de 100 metros.
O povo Gavião Kyikatejê sagrou-se campeão geral, seguido pelas etnias Juruna e Asurini do Xingu. No entanto, na poeira da arena e nas águas do rio, a grande vitória foi o reencantamento coletivo através da memória viva dos povos da floresta.
O fotógrafo Oswaldo forte registrou esse momento que reuniu cerca de 50 mil pessoas no maior município em extensão territorial do Brasil. A prova de que, mesmo diante das bruscas transformações de grandes projetos de desenvolvimento na Volta Grande do Xingu, os povos originários resistem com suas tradições e ancestralidade. Confira o ensaio:

O pôr do sol sobre as águas do rio Xingu emoldura a paisagem que recebeu as delegações dos II Jogos Indígenas. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Um arco-íris cruza o céu sobre o rio Xingu durante os dias de integração e celebração dos povos originários em Altamira. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atletas indígenas cortam as águas do rio Xingu durante as provas de natação do festival. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Duplas remam em ritmo acelerado nas águas do Xingu durante as baterias de canoagem. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atletas indígenas demonstram técnica e coordenação na prova de canoagem. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

O público acompanha da orla de Altamira as disputas de canoagem no rio Xingu. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atleta indígena executa o arremesso de lança na arena montada na Orla de Altamira. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Delegação indígena entra na arena entoando cantos e ostentando pinturas corporais tradicionais. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Lideranças e atletas entoam cantos rituais durante a apresentação cultural na Arena do festival. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Mulheres indígenas com adornos e pinturas corporais tradicionais realizam apresentação cultural durante a cerimônia na Arena. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

A delegação reúne-se em um grande círculo na arena, sob o olhar atento do público nas arquibancadas de Altamira. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Mãe e filha ornamentadas para os rituais, retratando a transmissão de saberes e da identidade originária entre as gerações. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Indígena empunha arco e flecha em demonstração de técnica e precisão ancestral durante as apresentações. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Homens indígenas entoam instrumentos tradicionais de sopro em performance ritual na arena do evento. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Grupo indígena avança pela arena entoando cantos e tocando cornetas de bambu durante as saudações do festival. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atletas arrancam em velocidade durante a disputa da corrida livre de 100 metros na Arena da Orla. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Equipe feminina demonstra garra e união na disputada prova do cabo de força. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Atletas masculinos aplicam máxima força física durante a fase eliminatória do cabo de força. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Integrantes da etnia Juruna concentram forças na puxada decisiva da modalidade de cabo de força. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Mulheres indígenas entregam-se ao esforço máximo durante a disputa feminina da modalidade. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Integrantes de delegações originárias ostentam colares de miçangas e cocares elaborados na cerimônia do festival. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Jovem indígena participante dos II Jogos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA). A força do olhar e a tradição em um retrato da juventude originária. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Atletas e guerreiros realizam ritos festivos com bastões ornamentados na arena. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Delegação masculina avança em passo sincronizado durante a apresentação cultural das etnias. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Equipe carrega o tronco pesado durante a tradicional e aguardada prova da corrida de tora. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atletas demonstram vigor físico e coordenação para conduzir a tora de madeira até a linha de chegada. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Indígena contempla o show de fogos de artifício na Orla de Altamira ao final das celebrações. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Jogadoras da etnia Gavião Kyikatejê reunidas em círculo no gramado do Estádio O Bandeirão. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.
A vibração das atletas do Gavião Kyikatejê, equipe que conquistou o título geral dos Jogos. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Detalhe das plumas ornamentais em cocar tradicional, evidenciando o apuro estético das indumentárias. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Olhares atentos na arquibancada: Jovens e famílias indígenas acompanham cada lance das competições em Altamira. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atleta tensiona a corda do arco durante a fase decisiva da modalidade de arco e flecha. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Na arena noturna, competidora projeta o disparo do arco e flecha em direção ao alvo. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Homens ornamentados com maracás e pinturas corporais postam-se à beira do rio Xingu. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Indígena de cocar e maracá consulta o celular nas margens do Xingu, retratando a contemporaneidade das comunidades originárias. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Força nas águas: Atleta indígena corta o rio Xingu durante as baterias femininas de natação. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Vista aérea da Orla e da praia de Altamira (PA), espaço que abrigou as arenas e as provas aquáticas do festival. Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Latitude.

Disputa no gramado: Jogadoras dividem a bola durante as partidas do torneio de futebol feminino no Estádio O Bandeirão. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Atletas indígenas em lance decisivo durante as eliminatórias do futebol masculino. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Indígena empunha arco e flechas artesanais durante o desfile das delegações na orla. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Ancião indígena executa cantos rituais acompanhado de tambor tradicional na arena. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Fila de guerreiros realiza dança coletiva e compassada na abertura das celebrações culturais. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Retrato em close destaca a pintura tradicional em urucum e o cocar ornamental de participante dos Jogos. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Fileira de atletas paramentados diante da multidão que ocupou as arquibancadas em Altamira. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.

Plumas coloridas emolduram a tocha acesa na arena, simbolizando a união e a celebração dos povos do Xingu. Foto: Oswaldo Forte / Amazônia Latitude.
Texto e Montagem de Página: Juliana Carvalho
Fotos: Oswaldo Forte
Direção: Marcos Colón
