A medicina do Santo Daime

Saberes tradicionais e biodiversidade na Floresta Nacional do Purus

Fé e floresta: o altar daimista simboliza o alicerce espiritual que sustenta os saberes de cura no Purus. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.
Fé e floresta: o altar daimista simboliza o alicerce espiritual que sustenta os saberes de cura no Purus. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.
Fé e floresta: o altar daimista simboliza o alicerce espiritual que sustenta os saberes de cura no Purus. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Fé e floresta: o altar daimista simboliza o alicerce espiritual que sustenta os saberes de cura no Purus. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

A Floresta Amazônica constitui um dos maiores reservatórios de biodiversidade e diversidade cultural do planeta. Ao longo de milhares de anos, diferentes povos ocuparam a região e estabeleceram relações complexas com a natureza, influenciando a paisagem e as formas de organização social e cultural (Lui; Molina, 2009).

Entre as diversas manifestações culturais da região destaca-se o Santo Daime, movimento religioso surgido na Amazônia na década de 1930 a partir das experiências espirituais de Raimundo Irineu Serra. 

A doutrina está profundamente associada ao uso ritual da ayahuasca, bebida preparada a partir da cocção de duas plantas amazônicas: o cipó jagube (Banisteriopsis caapi) e a folha chacrona (Psychotria viridis) (Kahaman; Albuquerque; Silveira, 2018).

O uso da ayahuasca possui longa tradição entre povos amazônicos. Conforme destaca Mortimer (2001), grupos da floresta utilizam a bebida para estabelecer contato espiritual com as forças da natureza e com espíritos de cura, constituindo uma prática profundamente ligada ao conhecimento da biodiversidade e ao manejo da floresta.

Nesse contexto, o Santo Daime pode ser compreendido não apenas como uma religião, mas também como um sistema cultural que integra espiritualidade, saberes ambientais e práticas de saúde tradicionais. Segundo Groisman (1991, p. 23), trata-se de “um movimento eclético de caráter espiritualista, na qual o grupo, utilizando-se dos conhecimentos acumulados gradativamente pela experiência do uso do Daime constrói um caminho de autoconhecimento e de desenvolvimento espiritual”.

Diante disso, busca-se compreender como os saberes de cura, o uso de plantas medicinais e a espiritualidade se articulam nas comunidades do Santo Daime, com destaque para o papel do Centro Medicina da Floresta na preservação desses conhecimentos.

Arquitetura da floresta: o Centro Medicina da Floresta atua como ponto de convergência entre a preservação ambiental e a cura tradicional. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Arquitetura da floresta: o Centro Medicina da Floresta atua como ponto de convergência entre a preservação ambiental e a cura tradicional. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Caminhos da escuta: observação e memória no Mapiá

A pesquisa caracteriza-se como interdisciplinar, envolvendo contribuições da antropologia, história, agroecologia e estudos ambientais. O estudo foi realizado na região da Floresta Nacional do Purus, localizada no município de Pauini, no estado do Amazonas, uma unidade de conservação que abrange aproximadamente 256 mil hectares de floresta primária (Brandão, 2009).

Foram analisadas quatro áreas de estudo ligadas culturalmente ao Santo Daime:

  • Vila Céu do Mapiá
  • Fazenda São Sebastião
  • Comunidades do igarapé Mapiá
  • Comunidade Prainha Gregório de Melo

A pesquisa utilizou como metodologias principais a observação participante e a história oral.

A observação participante permitiu acompanhar o cotidiano das comunidades e compreender suas práticas culturais. Segundo Geilfus (2009), essa metodologia consiste na participação direta do pesquisador nas atividades desenvolvidas pelos sujeitos pesquisados, sendo fundamental para a coleta de dados qualitativos.

Mazzotti e Gewandsznajder (1998) ressaltam que o pesquisador precisa interagir por longos períodos com o grupo estudado, compartilhando experiências e buscando compreender o significado das práticas sociais. A pesquisadora morou no local por mais de 8 anos, permitindo colocar em prática a metodologia de observação participante.

A metodologia da história oral foi utilizada para registrar as narrativas dos moradores sobre saberes tradicionais, uso de plantas medicinais e modos de vida na floresta. Conforme Thompson (2002), a história oral permite reconhecer múltiplas dimensões da experiência social e dar visibilidade às narrativas de grupos historicamente marginalizados.

Origem do Santo Daime e a espiritualidade amazônica

O Santo Daime surgiu durante o período do ciclo da borracha na Amazônia brasileira, contexto marcado pela migração de trabalhadores nordestinos para os seringais da região (Goulart, 2006).

Raimundo Irineu Serra, fundador da doutrina, teve contato com a ayahuasca na fronteira entre Brasil e Peru. A partir dessa experiência iniciou um processo espiritual que resultaria na criação da doutrina do Santo Daime (Macrae, 2011).

Segundo Fróes (2019), a bebida passou a ser chamada assim após revelação espiritual recebida por Mestre Irineu. O termo remete ao verbo “dar”, presente na expressão “dai-me”, utilizada nos rituais como pedido de força espiritual.

Seu preparo envolve conhecimentos botânicos e ecológicos relacionados ao manejo das plantas utilizadas no ritual. Conforme destacam Kahaman, Albuquerque e Silveira (2018, p. 19), “o feitio do daime, além de um processo pedagógico por si mesmo, traz consequências à educação, em especial aos estudos etnobotânicos sobre as plantas que compõem o daime”.

A colheita da Rainha (Psychotria viridis): saberes botânicos integrados à ritualística espiritual. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

A colheita da Rainha (Psychotria viridis): saberes botânicos integrados à ritualística espiritual. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Nesse sentido, a prática religiosa torna-se também um espaço de transmissão de conhecimentos ambientais e medicinais.

Mutirão e fraternidade: a trama social da Vila.

Após a morte de Mestre Irineu, em 1971, a expansão da doutrina foi conduzida principalmente por Sebastião Mota de Melo, conhecido como Padrinho Sebastião. 

Em 1983 foi fundada a Vila Céu do Mapiá, localizada no interior da Floresta Amazônica, com o objetivo de estabelecer uma comunidade baseada em princípios espirituais e de convivência com a natureza (Simas, 2013).

A proposta da comunidade era desenvolver um modo de vida coletivo e espiritual dentro da floresta. Conforme Simas (2013, p. 194-195), tratava-se de uma experiência voltada ao “desenvolvimento humano e espiritual em um sistema de vida igualitário e comunitário”.

Nos primeiros anos da comunidade, não havia circulação de dinheiro. Os alimentos produzidos eram armazenados em um espaço coletivo e distribuídos entre as famílias. Em entrevista (2023), Luzenir Alvez, moradora local, relata:

Graças a Deus nunca passei fome, no começo do Mapiá eu trabalhei muito nos roçados… tinha um paiol que guardava a comida de todo mundo… era só entrar lá e pegar o que você queria”.

Outro elemento central da organização comunitária são os mutirões, atividades coletivas destinadas à realização de trabalhos comunitários. Segundo moradores, antes todas as atividades eram realizadas via mutirões. Na atualidade, eles acontecem às segundas-feiras.

Mutirão e união: a prática do trabalho coletivo fortalece os laços sociais e a convivência com o ecossistema amazônico. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Mutirão e união: a prática do trabalho coletivo fortalece os laços sociais e a convivência com o ecossistema amazônico. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Farmácia de quintal: agrobiodiversidade e autonomia

O uso de plantas medicinais constitui elemento central nos sistemas de saúde das comunidades amazônicas. 

Durante a pesquisa foi realizado um levantamento da agrobiodiversidade mantida pelas comunidades, identificando 118 espécies utilizadas para diferentes finalidades, incluindo alimentação, condimentos e medicina tradicional.

Entre essas espécies, cerca de 21% são utilizadas para fins medicinais. Grande parte dessas plantas é cultivada nos quintais das residências ou coletada diretamente na floresta. 

Uma entrevistada fala sobre as plantas medicinais que cultiva:

Vixe já falei tem bastante viu, pariri, cidreira unha de gato, aquela capeba que é uma planta muito boa, vixe, ela tem uma que dá de partido lá em casa que é a fedegoso, que fala que é planta medicinal, é nativo aqui do Amazonas, é curador serve para coceira e se tomar em jejum para curar anemia […] porque a floresta amazônica tem que ser protegida o máximo mesmo que nós conseguir proteger , essas árvores mães eu nem gosto que meu companheiro derruba, ele é serrador, a gente tira madeira para precisão, para uma construção , e eu mesmo nem gosto que ele derruba muito essa arvores mãe, que é a jatobá, andiroba, copaíba , que são tudo medicinal, então até a outra árvore quando for derrubar tem que saber a sabedoria dela, senão você se enrola. A própria lei da natureza, o daime ensina, pois me criei nisso e me ensinou isso, me criei na caça, no peixe, nas coisas da mata, fui criada comendo isso a floresta é rica, em frutas naturais da mata mesmo é os remédios dela também” (Eliene, entrevista, 2023).

Observação participante: a troca de saberes entre pesquisadora e comunidade sobre o cultivo de espécies medicinais. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Observação participante: a troca de saberes entre pesquisadora e comunidade sobre o cultivo de espécies medicinais. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Essas espécies são utilizadas para tratar diversas enfermidades como gripes, inflamações e problemas digestivos. “Se a pessoa está pálida, pode dar um chá de pariri pra ela… é ótimo para não pegar anemia”, conclui Maria da Paz, outra moradora da comunidade (Entrevista, 2023).

Outra entrevistada fala que tem uma ligação maior com as plantas medicinais que, além de serem mais fáceis de cultivar, não necessitam de tanto espaço e ser próximo a residência.

Capim santo, açafrão, patchouli, unha de gato são as minhas plantas medicinais (…) elas são mais fáceis porque você não precisa de um espaço muito grande e elas como plantar em volta da casa então já plantou e sempre fico observando, diferente de plantar o arroz lá no roçado lá longe” (Sura, entrevista, 2023).

Dentro da vivência houve momentos em que, ao pegar uma gripe, por exemplo, ouviu da dona Francisca Corrente: “Está com gripe, fia? Toma um chá da Capeba, passa a gripe na hora!”. Ou, ainda, da Dona Maria Corrente: “Se tem cicatriz tem que usar Mulateiro, tira a cicatriz.” 

Dentro das entrevistas estruturadas aprovadas pelo Comitê de Ética foram identificados os mais diversos usos e fins medicinais das plantas, como a Perpétua-da-mata, que tem as ações anti-inflamatória; Súcuba, cujo látex é utilizado pela população como analgésico; o Pariri, usado para tratamento da anemia.

Esses conhecimentos são transmitidos oralmente entre gerações e fazem parte da memória biocultural.

A diversidade de espécies utilizadas pode ser observada no levantamento a seguir, que reúne plantas medicinais presentes no cotidiano das comunidades.

Nome Popular Espécie Família Uso Origem Local
Mastruz Dysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants Amaranthaceae Condimento – Medicinal Naturalizada Quintal
Perpétua-da-mata Gomphrena globosa L. Amaranthaceae Medicinal Naturalizada Quintal
Sucúba Himatanthus sucuuba (Spruce) Woodson Apocynaceae Medicinal Nativa Floresta
Jambu Acmella oleracea (L.) R.K. Jansen Asteraceae Condimento – Medicinal Nativa Quintal
Picão Bidens alba (L.) DC. Asteraceae Medicinal Naturalizada Quintal – Roçado
Assa-peixe Vernonia polysphaera (Spreng.) Less. Asteraceae Medicinal Naturalizada Floresta – Roçado – Quintal
Camomila Matricaria recutita L. Asteraceae Medicinal Exótica Quintal
Guaco Mikania glomerata Spreng. Asteraceae Medicinal Nativa Roçado – Quintal
Pariri Arrabidaea chica (H.B.K.) Verlot Bignoniaceae Medicinal Nativa Floresta – Roçado – Quintal
Espinheira-santa Maytenus truncata (Nees) Biral Celastraceae Medicinal Não endêmica Roçado – Quintal
Copaíba Copaifera langsdorffii Desf. Fabaceae Medicinal Nativa Floresta
Cumaru Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. Fabaceae Medicinal Nativa Floresta
Fedegoso Senna macranthera (DC. ex Collad.) H.S. Irwin & Barneby Fabaceae Medicinal Nativa Floresta
Hortelã Mentha spicata L. Lamiaceae Condimento – Medicinal Exótica Quintal
Menta Mentha sp. Lamiaceae Condimento – Medicinal Exótica Quintal
Boldo Peumus boldus Molina Lamiaceae Medicinal Exótica Quintal – Roçado
Manjericão Ocimum basilicum L. Lamiaceae Condimento – Medicinal Exótica Quintal
Alecrim Salvia rosmarinus L. Lamiaceae Condimento – Medicinal Exótica Quintal
Alfazema Lavandula sp. Lamiaceae Medicinal Exótica Quintal
Erva-cidreira Melissa officinalis L. Lamiaceae Medicinal Exótica Quintal
Patchouli Pogostemon cablin (Blanco) Benth. Lamiaceae Medicinal Exótica Quintal
Tomilho Thymus vulgaris L. Lamiaceae Medicinal Exótica Quintal
Louro Laurus nobilis L. Lauraceae Condimento – Medicinal Exótica Quintal
Jagube Banisteriopsis caapi C.V. Morton Malpighiaceae Medicinal Nativa Roçado – Floresta
Canela-de-velha Miconia albicans (Sw.) DC. Melastomataceae Medicinal Nativa Floresta
Andiroba Carapa guianensis Aubl. Meliaceae Medicinal Nativa Floresta
Gergelim-preto Sesamum indicum L. Pedaliaceae Condimento – Medicinal Exótica Roçado
Gergelim-branco Sesamum indicum L. Pedaliaceae Condimento – Medicinal Exótica Roçado
Capeba Piper umbellatum L. Piperaceae Medicinal Nativa Floresta – Roçado – Quintal
Capim-santo Cymbopogon citratus (DC) Stapf. Poaceae Medicinal Exótica Quintal
Mulateiro Calycophyllum spruceanum (Benth.) K. Schum. Rubiaceae Medicinal Nativa Floresta
Rainha Psychotria viridis Ruiz & Pav. Rubiaceae Medicinal Nativa Floresta – Roçado – Quintal
Unha-de-gato Uncaria tomentosa (Willd. ex Schult.) DC. Rubiaceae Medicinal Nativa Floresta
Major-gomes Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn. Talinaceae Medicinal Nativa Roçado – Quintal
Açafrão Curcuma longa L. Zingiberaceae Condimento – Medicinal Exótica Roçado – Quintal
Gengibre Zingiber officinale Roscoe Zingiberaceae Medicinal Exótica Roçado – Quintal

Através do levantamento da agrobiodiversidade foram encontradas 35 espécies diferentes para uso medicinal. Entre elas, a maioria plantada no próprio quintal dos moradores.

O Centro Medicina da Floresta

O Centro Medicina da Floresta (CMF) constitui-se em um estabelecimento de referência dentro da Comunidade Vila Céu. Nele, são cultivadas espécies de plantas nativas e ornamentais que são manipuladas como medicamentos fitoterápicos destinados à comunidade local e a outros consumidores do Brasil e do mundo. 

Dentre os produtos do CMF, podemos citar os Florais da Amazônia. Além de zelar pela conservação do patrimônio natural e pelo conhecimento tradicional dos povos da região, há uma preocupação em ensinar os jovens locais mantendo assim o conhecimento tradicional. 

Arquitetura da floresta: o Centro Medicina da Floresta atua como ponto de convergência entre a preservação ambiental e a cura tradicional. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Arquitetura da floresta: o Centro Medicina da Floresta atua como ponto de convergência entre a preservação ambiental e a cura tradicional. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Há vários jovens e anciões que trabalham no local com um fluxo contínuo de troca de saberes. O Centro mantém um jardim com alta diversidade de plantas medicinais e um importante acervo de conhecimentos sobre seus usos. A instituição conta com apoio do terceiro setor e já alcançou alguns editais públicos.

O Daime como guardião do território 

Ciência comunitária: a transformação de plantas em medicamentos fitoterápicos garante a autonomia em saúde na Vila Céu do Mapiá. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Ciência comunitária: a transformação de plantas em medicamentos fitoterápicos garante a autonomia em saúde na Vila Céu do Mapiá. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

O estudo evidencia que as comunidades do Santo Daime desenvolvem sistemas complexos de relação entre espiritualidade, saúde e manejo da biodiversidade amazônica, especialmente no uso de plantas medicinais.

Os conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais constituem elemento central na construção de sistemas comunitários de saúde, baseados na observação da natureza e na transmissão oral de saberes.

Instituições comunitárias como o Centro Medicina da Floresta desempenham papel fundamental na preservação desses conhecimentos e na formação das novas gerações. Além disso, as práticas comunitárias baseadas em mutirões, cooperação e manejo agroecológico contribuem para a manutenção da agrobiodiversidade e para o fortalecimento da soberania alimentar.

Dessa forma, a espiritualidade daimista revela-se um elemento estruturante das relações sociais e ambientais nas comunidades estudadas, incentivando práticas de cuidado com a floresta e valorização do conhecimento tradicional.

Em um contexto de crescente pressão sobre a Amazônia, esses saberes não representam apenas tradição, mas formas concretas de cuidado com a vida e com o território.

Saberes que iluminam: a espiritualidade daimista como elemento de proteção do território e da vida na Amazônia. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Saberes que iluminam: a espiritualidade daimista como elemento de proteção do território e da vida na Amazônia. Foto: Juliana Paula/Amazônia Latitude.

Referências

Juliana Carla Silva de Paula é  graduada em História (Barão de Mauá) e Mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (UFSCAR). Atualmente, trabalha no Instituto Socioambiental em Roraima, porém morou oito anos na comunidade citada no artigo.

Arte: Fabrício Vinhas
Revisão, Edição e Montagem de página: Juliana Carvalho
Direção: Marcos Colón

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