A Amazônia no centro da geopolítica de um mundo em guerra
Minerais críticos, rotas de sacrifício e o desafio da autodeterminação nacional diante da nova corrida imperial pelo controle do território amazônico.

Centralidade da Amazônia revela um território disputado por minerais críticos e rotas de escoamento onde a presença militar e a resistência
dos povos tradicionais definem os novos rumos da soberania nacional. Arte: Loan Bastos/Amazônia Latitude.
A ordem internacional atravessa um período de instabilidade profunda. O sistema construído no pós-Segunda Guerra Mundial, baseado em instituições multilaterais e em regras relativamente compartilhadas de regulação dos conflitos, encontra-se sob crescente tensão. Conflitos regionais intensificados, disputas por recursos estratégicos e rivalidades entre grandes potências indicam a transição para uma fase mais competitiva e militarizada da política internacional.
Nesse contexto, a competição geopolítica entre Estados Unidos e China reorganiza progressivamente os fluxos de comércio, tecnologia, energia e infraestrutura em escala global. Ao mesmo tempo em que Pequim expande sua influência por meio de investimentos, cadeias produtivas e corredores logísticos, Washington busca preservar sua primazia estratégica mobilizando alianças militares, políticas de segurança e instrumentos de pressão econômica.
Essa disputa não se limita às grandes potências. Ela reorganiza territórios, economias e sistemas produtivos em diversas regiões do mundo, especialmente naquelas que concentram recursos considerados essenciais para as transformações tecnológicas e militares contemporâneas.
É nesse cenário que a Amazônia passa a adquirir uma nova centralidade geopolítica. Tradicionalmente tratada no debate internacional sobretudo por sua importância ambiental e climática, a região é cada vez mais interpretada por uma linguagem estratégica. Minerais críticos, cadeias globais de suprimento, rotas logísticas e segurança energética tornam-se categorias centrais nos documentos e nas agendas políticas internacionais.
A Amazônia, nesse sentido, passa a ocupar uma posição crucial na reorganização material da economia mundial. Seus territórios tornam-se pontos de conexão entre fluxos globais de commodities, infraestrutura logística e reservas minerais fundamentais para as indústrias tecnológicas e militares do século XXI.
Nesse processo, a região passa a funcionar como um verdadeiro laboratório das estratégias geopolíticas de pilhagem de recursos, que estruturam a disputa global contemporânea.

A Amazônia na rota do mundo: a região assume centralidade na reorganização da economia global, transformando seus rios em corredores estratégicos de suprimento e controle. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
Um sistema em ruínas e uma geopolítica de escombros
A total ruína de um sistema marcado por instituições multilaterais de mediação de conflitos erigido após a segunda grande guerra mundial, no atual contexto geopolítico, dá-se pelo realinhamento do imperialismo norte-americano, forçado pela sua paulatina perda de primazia global. Instituições multilaterais são substituídas pela força, pelo braço armado, pelo saque e pela normalização do terrorismo de Estado. Não falta violência para demonstrar essa geopolítica de escombros que não visa construir ordem, mas gerir permanentemente o desastre.
Genocídio em gaza com a maioria dos mortos sendo mulheres e crianças, invasão norte-americana à Venezuela e prisão forçada do presidente Nícolas Maduro, em operação justificada pelo desmonte de um cartel de drogas de existência controversa, invasão do Irã por Israel e Estados Unidos, cujos primeiros ataques, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, foram a uma escola de meninas e a um hospital!
Qualquer parâmetro ético e jurídico, qualquer preocupação com o direito internacional, qualquer respeito à autodeterminação dos povos, virou ruína após a geopolítica de escombros produzida pela convergência necropolítica entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump.
De um lado, para que o Grande Israel exista como entidade mística e militar, o entorno deve ser reduzido a cinzas, apagado do mapa. Por outro, uma potência que enfrenta desafios para sua primazia global produz um cerco militar para minar as alianças de seu grande algoz econômico, a China. Com isso, deixa claro que se eles não forem mais o Sol do sistema, o mundo inteiro deve mergulhar na penumbra da guerra.
Tantos assombros podem até, muitas vezes, parecerem distantes de nós, mas estão mais próximos do que imaginamos. Se o que movimenta a roda da violência do império é a sua perda de centralidade, no Brasil e na Amazônia em particular, isso já é um fato quando percebemos que nossas relações comerciais mais importantes são com a China. Passamos a figurar, portanto, no centro de um confronto geopolítico por recursos estratégicos e rotas comerciais.

Geopolítica de escombros: a normalização do braço armado e da vigilância constante como reflexo de um sistema internacional que prioriza a força sobre a diplomacia. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
A Amazônia como laboratório de guerra
As tensões que marcam o sistema-mundo colocam, de uma parte, um império com seus aliados, buscando preservar sua posição dominante no sistema internacional e que, atrelado ao regime sionista genocida de Israel, torna-se uma máquina de guerra imperialista; e de outra, um bloco de contestação à hegemonia ocidental, composto por China, Rússia, Irã e pelas alianças comerciais em torno dos BRICS+ que tentam construir alternativas políticas, econômicas e militares ao imperialismo norte-americano. Uma disputa geopolítica que se manifesta em diferentes planos: tecnológico, comercial, militar e energético.
É nesse ponto que a Amazônia se reposiciona no tabuleiro geopolítico. A região abriga reservas importantes de minerais essenciais e, ao mesmo tempo, ocupa uma posição geográfica decisiva entre o Atlântico e o Pacífico, conectando as economias sul-americanas aos fluxos comerciais globais. Acabamos, então, por nos tornar um laboratório das estratégias geopolíticas em disputa no mundo contemporâneo.
Pelo lado das forças capitaneadas pela China, a estratégia, em vez de produzir intervenções militares ou pressão política direta, situa-se na construção de influência por meio de investimentos, comércio e infraestrutura. Assim, busca-se reorganizar fluxos comerciais e logísticos em escala global, conectando regiões produtoras de matérias-primas a centros industriais e mercados consumidores. Na América do Sul, essa ofensiva se manifesta sobretudo por meio da expansão do comércio de commodities e do financiamento de projetos de infraestrutura. Desde 2009, a China tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil, consolidando uma relação econômica que conecta a produção sul-americana às cadeias industriais asiáticas.
Diante dessa condição geoeconômica do Brasil, a Amazônia torna-se a zona de sacrifício para onde se expandem os mercados do gado, da soja, da madeira, da mineração e do garimpo. A região tornou-se parte fundamental das rotas de escoamento de commodities que conectam a produção agrícola e mineral da América do Sul ao mercado asiático.
Projetos de infraestrutura associados ao chamado Arco Norte – portos, hidrovias e corredores logísticos – vêm sendo ampliados para facilitar a exportação de grãos e minérios. Sabemos, portanto, a experiência de figurar como centro distribuidor de commodities para a China e toda a dor produzida por novas rotas logísticas, que atravessam territórios ancestrais, e levam nossos bens primários em direção ao Pacífico.
Essa dinâmica conecta diretamente a Amazônia às transformações da economia mundial. O território passa a funcionar como uma rota de sacrifício que sustenta a expansão das exportações primárias e a integração da América do Sul às cadeias globais de commodities.

Geopolítica de escombros: onde a diplomacia falha, restam as fitas de isolamento e a gestão permanente do desastre. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
A violência e a devastação do processo de expansão dessas commodities e das redes logísticas associadas a elas é inquestionável. Entretanto, algo é muito importante de ser dito, essa expansão e sua violência associada é uma escolha dos distintos governos brasileiros, de direita e de esquerda, que tomaram a exportação de bens primários nosso único caminho de desenvolvimento econômico. Foi a nossa soberania nacional que produziu desmatamento, morte e caos climático na Amazônia como escolha política e econômica. Em nenhum momento houve, por parte da potência econômica que recebe nossas commodities, qualquer tentativa de interferência política e tensionamento de nossa soberania nacional.
Para o outro lado desse jogo geopolítico, o lado ocidental, os mecanismos de controle das rotas e recursos, entretanto, produz experiências absolutamente distintas. Para esse lado, a Amazônia, assim como toda a América Latina, continuam sendo tratadas como parte do entorno estratégico dos Estados Unidos, onde as forças de inteligência norte-americanas já participaram de vários golpes militares ao longo da história.
Entretanto, diferente de outras regiões do planeta, em que os ataques norte-americanos se justificam por alegações de que os países atacados possuem armas de destruição em massa, na América Latina estamos vendo o surgimento de um padrão histórico de intervenção. Em 3 de janeiro de 1990 forças estadunidenses prenderam o presidente do Panamá com a mesma justificativa usada em 3 de janeiro de 2026, com Nícolas Maduro na Venezuela: envolvimento com narcotráfico! Isso depois dos EUA usarem a existência controversa do Cartel de Soles, para prender Maduro, e Trump conceder perdão ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado por tráfico de drogas, o que demonstra a falácia da justificativa.
A invasão da Venezuela, que tem 50% de seu território pertencente ao bioma amazônico, é um primeiro laboratório do braço armado de um império que ignora qualquer diplomacia para produzir um cerco territorial violento e impor a dominância imperialista sobre 17% das reservas de petróleo mundiais, que estão naquele país, segundo o Relatório Anual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Essa ação também visou impedir a consolidação de alianças estratégicas entre países latino-americanos com Rússia e China. Estamos vendo a escalada de um Estado Terrorista que já possui alvos declarados e estratégias de intervenção assumidas. Tratar Gustavo Petro, presidente da Colômbia, o mais corajoso líder regional contra os combustíveis fósseis, como narcotraficante, parece mais que um recado.

A materialização do cerco: bases móveis e tropas de elite consolidam a presença militarizada em pontos sensíveis da fronteira. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
Para situar o Brasil nesse debate é válido mencionar a proposta legislativa no Congresso dos EUA de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. Sob a liderança de figuras como Marco Rubio, essa medida retira o crime organizado da esfera policial e o coloca na esfera militar, o que abre espaço para ataques à autodeterminação nacional brasileira, uma vez que tal medida ampliaria o alcance de sanções e poderia abrir margem para ações de ataque à soberania nacional por parte dos EUA a partir de ações extraterritoriais contra esses grupos.
Na Amazônia, mas também em outras regiões do Brasil com reservas minerais, esse movimento se soma a uma questão fundamental para a indústria da guerra: os minerais críticos. Os falsos discursos de sustentabilidade envolvendo esses minerais, criados pelas grandes corporações (é bom situar que a extração desses minerais é tanto ou mais poluidora e geradora de conflitos socioambientais que a extração de minérios não considerados críticos, como o ferro) são paulatinamente substituídos por narrativas de segurança e guerra, militarizando a questão mineral. Essa transição se substancia, pois os minerais críticos e as terras raras constituem o sistema nervoso e a musculatura da indústria bélica contemporânea. Eles operam a transição entre a guerra de atrito para a guerra de precisão algorítmica.
Elementos presentes nas terras raras são a alma dos ímanes permanentes de alta performance que permitem a miniaturização de motores para drones e o funcionamento dos sistemas e localização que conferem letalidade cirúrgica aos mísseis, sem falar do processamento da inteligência nos radares e sonares de última geração. O nióbio também ganha destaque por ser um dos elementos que garantem a integridade estrutural de caças e blindagens sob condições extremas.
O Brasil vira peça-chave desta engrenagem de sobrevivência imperial, pois, segundo o relatório anual do próprio Serviço Geológico dos Estados Unidos, detém mais de 90% das reservas mundiais de Nióbio. Se falarmos em terras raras, o país possui cerca de 20% das reservas mundiais desses elementos que, diga-se de passagem, a China domina cerca de 80% do processamento mundial.
Não sem razão a Cúpula Ministerial de Minerais Críticos dos EUA, realizada em 4 de fevereiro, teve como eixo central a desvinculação das cadeias de suprimento de minerais dominadas pela China, para criar um mercado exclusivo norte-americano com investimentos estáveis e cadeias de suprimento direto, sem interrupções externas. Trump, inclusive, anunciou recentemente o Projeto Vault, um plano de investimento de US$ 10 bilhões para criar um estoque norte-americano de terras raras, logicamente com extração direta em diversos países que detém reservas.
Há diversas declarações vindas do atual governo Trump que demonstram a centralidade do Brasil nessa geopolítica da mineração e não podemos esquecer novamente da centralidade amazônica nisso tudo, uma vez que uma das principais reservas mundiais de terras raras e nióbio está no Amazonas, no sítio geológico de Seis Lagos, localizado em território indígena e área de proteção ambiental, em São Gabriel da Cachoeira, na região conhecida como a Cabeça do Cachorro, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, um país invadido por Trump e o outro diretamente ameaçado.
Para o império, o controle desses depósitos minerais não é apenas uma questão comercial, mas a garantia de que a sua maquinaria de guerra não sofra um “apagão técnico” diante da hegemonia produtiva chinesa, transformando o subsolo num campo e batalha da guerra em curso.
É bom ainda lembrar a presença decisiva da Starlink, de Elon Musk, no Brasil e particularmente na Amazônia. Já em 2023, ela atendia 90% dos municípios da Amazônia Legal, chegando já em 2025, segundo o sistema de acessos de banda larga fixa da Anatel, a 100% deste atendimento. A empresa é, em muitos casos e localidades da Amazônia, a única conexão possível. Logicamente que o controle das infraestruturas de comunicação e sistemas de conectividade digital, tornou-se um componente decisivo, de modo que a expansão de serviços de comunicação via satélite na região altera o equilíbrio de controle sobre fluxos de informação e conectividade.

Olhar soberano ou vigilância imperial? O monitoramento aéreo e digital redefine o controle sobre os fluxos de informação e território. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
Há claras razões e informações para que tenhamos a percepção de que, caso a guerra se acirre, o Brasil, e particularmente a Amazônia, não estarão à salvo de uma intervenção direta dos EUA em nosso território. Podemos ver a substituição da soberania nacional por uma gestão imperial do território, na qual a “proteção” da floresta será apenas o verniz verde para o sequestro mineral e pilhagem violenta de suas energias vitais, com subtração total, não apenas da autodeterminação dos territórios de povos e comunidades, mas também da autodeterminação nacional.
A Amazônia transforma-se, assim, em um verdadeiro laboratório de experimentos geopolíticos em tempos de guerra, um espaço onde se cruzam disputas por infraestrutura, minerais críticos, controle informacional e rotas comerciais.
O Brasil, a Amazônia e a guerra nas eleições de 2026
Diante desse cenário, o Brasil enfrenta um dilema estratégico. A posição do país na disputa global não está previamente definida, mas será moldada por decisões políticas internas. De um lado, existe a possibilidade de uma política externa baseada na neutralidade ativa e na busca por autonomia estratégica. Essa perspectiva busca preservar a capacidade do país de negociar com diferentes blocos de poder, evitando alinhar-se automaticamente a uma das grandes potências. Esse é o tom da política externa de Lula que, embora precise, em algum momento, rever alinhamentos por ameaças reais do império norte-americano, tem nos afastado do conflito direto.
De outro lado, o bolsonarismo que sempre defendeu um alinhamento direto com os Estados Unidos e com o eixo geopolítico ocidental. Essa posição, no atual contexto, tende a reforçar a integração subordinada do Brasil às cadeias estratégicas definidas por Washington e acelerar a presença militar dos EUA no Brasil. O bolsonarismo já defendeu abertamente a transformação do PCC e CV em organizações terroristas, foi o pilar dos tarifaços de Trump ao Brasil e sempre nutriu uma perspectiva armamentista, que nesse atual contexto, significa nos colocar no centro da guerra.
Mais uma vez as eleições nacionais serão uma questão, literalmente, de vida ou morte. As escolhas feitas no campo político interno terão impacto direto sobre o futuro da Amazônia que, mais que um território de recursos fundamentais para a guerra, é o espaço de vida de povos indígenas, comunidades tradicionais e populações que sustentam modos de existência profundamente ligados à vida.
Pela autodeterminação dos povos da Amazônia

Diplomacia insurgente: povos indígenas e comunidades tradicionais reivindicam o papel de sujeitos políticos na decisão sobre o destino de seus territórios. Foto: Edmar Barros/Amazônia Latitude.
A nova centralidade geopolítica da Amazônia coloca um desafio fundamental para o Brasil. A disputa global por minerais críticos, infraestrutura e rotas comerciais tende a intensificar a pressão sobre os territórios amazônicos. Ao mesmo tempo, a fragilização das instituições multilaterais e do direito internacional amplia o risco de intervenções diretas ou indiretas na região.
Nesse contexto, a questão central não é apenas quem controla os recursos da Amazônia, mas quem decide sobre o destino do território. A defesa da soberania nacional precisa ser fundamental, principalmente em um contexto que ela está diretamente ameaçada e pode ser solapada com a volta do bolsonarismo ao poder.
Entretanto, é preciso insistir no princípio da autodeterminação dos povos da região sobre seus territórios, isso significa reconhecer o papel central dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e das populações amazônicas na diplomacia. Muito mais do que um campo de disputa entre potências globais, a Amazônia precisa afirmar-se como um território de soberania democrática.
A resposta brasileira deve residir na construção de uma diplomacia insurgente, emanada não apenas dos gabinetes, mas do coração dos territórios. Diante da ameaça de uma soberania solapada pelo retorno de lógicas autoritárias, a verdadeira defesa da Amazônia exige que a autodeterminação dos povos seja o parâmetro absoluto de qualquer acordo internacional.
Ao afirmar que os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, os povos da Amazônia, são os legítimos sujeitos diplomáticos, retiramos a Amazônia da condição de ‘campo de batalha’ para elevá-la ao status de sujeito político global. Somente uma soberania que se enraíze na vida e nas memórias ancestrais será capaz de enfrentar tanto a mercantilização sem limites de bens coletivos e a abertura de rotas de sacrifício, quanto o solavanco de um império que, em seu naufrágio, tenta reduzir a diversidade da vida amazônica a um mero lastro mineral de guerra.
Bruno Malheiro é escritor, professor, roteirista e músico. É Professor Associado do Instituto de Ciências da Educação (ICED) da Universidade Federal do Pará. Autor de “Geografias do Bolsonarismo”, co-autor de “Horizontes Amazônicos”, co-roteirista do filme “Pisar Suavemente na Terra” e autor do álbum musical “Segura o Céu”.
Revisão, Edição e Montagem de Página: Juliana Carvalho
Direção: Marcos Colón
