Um monstro bem antigo amazônico: Leviatãzinho, de André Piñero

A poesia de um professor de matemática em Manaus desce das abstrações do Estado para revelar a masculinidade, a violência molecular e a catástrofe cotidiana

Leviatãzinho, de André Piñero: poética sobre violência molecular, masculinização e a catástrofe cotidiana na periferia amazônica. Arte: Loan Bastos/Amazônia Latitude.
Leviatãzinho, de André Piñero: poética sobre violência molecular, masculinização e a catástrofe cotidiana na periferia amazônica. Arte: Loan Bastos/Amazônia Latitude.
Leviatãzinho, de André Piñero: poética sobre violência molecular, masculinização e a catástrofe cotidiana na periferia amazônica. Arte: Loan Bastos/Amazônia Latitude.

Leviatãzinho, de André Piñero: poética sobre violência molecular, masculinização e a catástrofe cotidiana na periferia amazônica.
Arte: Loan Bastos/Amazônia Latitude.

O Leviatã sempre foi uma monstruosidade de presença ostensiva em nossas vidas. Na tradição cristã, é o monstro marinho incontrolável, símbolo do caos da natureza. Na modernidade, transfigurou-se no Estado e em seus tentáculos violentos de imposição da ordem, pelas mãos de Hobbes.

Hoje, na periferia da periferia do mundo e, ao mesmo tempo, em seu centro biodiverso — as Amazônias — qual seria o nosso Leviatã (ou Leviatãs)? Essa pergunta encontra sua expansão monstruosa na poética de Leviatãzinho, novo livro de poemas de André Piñero, publicado em edição independente.

Nascido em Belém, em 1987, André Piñero vive há seis anos em Manaus, onde leciona Matemática na rede pública, assim como Nicanor Parra, o poeta da antipoesia. Publicou Copo americano, seu primeiro livro de poemas, pela editora Urutau, em 2021.

Diferentemente daquele livro — uma constelação de poemas de dicções e potências diversas —, Leviatãzinho constrói a fisionomia e a fisiologia poética do “monstro marinho bem antigo”, como anuncia o título de um dos poemas de abertura, em sua singularidade amazônica.

O livro divide-se em duas partes. A primeira reúne poemas remetendo à infância, à herança e ao amor. A segunda, aos delírios, às relações e à perpetuação de um modo de vida monstruoso. Em ambas, o contemporâneo aparece como atmosfera permanente de catástrofe e tempo do fim, às vezes de forma explícita, outras de maneira subterrânea, sempre filtrado pelo olhar desse Leviatã do Norte brasileiro voltado para si mesmo e para o mundo.

O poeta paraense André Piñero lê seu novo livro de poemas, Leviatãzinho, obra que investiga a violência molecular, os afetos e o cotidiano na periferia das cidades amazônicas. Foto: Acervo Pessoal / Divulgação.

André Piñero lê seu novo livro de poemas, Leviatãzinho, que investiga a violência molecular, os afetos e o cotidiano na periferia amazônicas. Foto: Acervo Pessoal/Divulgação.

O Leviatãzinho amazônico

Nos primeiros poemas, conhecemos o nevoeiro melancólico do cansaço desse pequeno homem amazônico, apresentado no poema Sedentarismo. É numa espécie de inação que “a casca do nada cresce na fome”, alimentada pela acumulação das derrotas, como o “amor que acaba”, ou pela acumulação de tralhas e afetos: “as vasilhas se acumulham”, “o cheiro da etiqueta é o mesmo da virilha” e “isso vem desde o tempo do sexo pelo telefone fixo” (p. 11).

Essa acumulação não é apenas temática; torna-se também um procedimento formal. Os versos alongam-se, ocupam o espaço da página como se também acumulassem matéria, memória e desgaste. Nada disso parece despertar o homem do Norte. Por isso, “nos objetos persiste um peso quase intransferível”, que se converte em “uma montanha que quer desistir” (p. 11).

Assim, quando esse homem afirma que “abro a porta da geladeira e pessoas morrem”, é porque, antes da morte do outro, nesse espaço político e afetivo do monstro, onde “o trono é quem reina” e, por isso, “o cômodo é quem me preenche”, o homem do Norte, desnorteado, já morreu em vida: “a montanha é quem deixa petiscos para Maomé” (p. 11).

Não há dúvidas: esse homem é Um monstro marinho bem antigo, como anuncia o poema seguinte. É um homem incapaz do cuidado e do carinho: “o afeto do homem é material”.

Oferece “moedas monstruosas” às “meninas” e imagina “envelhecer abraçado com a textura da morte/ do início da morte, da morte que/ em todo caso, deve ter o cheiro de leite de rosas” (p. 12). Sua morte só poderia ser igualmente monstruosa e produzir novos desdobramentos.

É pelos versos que essa monstruosidade ganha corpo: “uma árvore definha antes do tempo em que um câncer revive com uma fralda”. Mesmo assim, esse homem permanece “homem até debaixo d’água” (p. 12).

O eu lírico, herdeiro da morfologia desse monstro marinho nortista — aquele que distribuía moedas, mas nunca afeto —, cresce entre o medo da piscina e a descoberta de que “a verdade das crianças é a serragem” (p. 12).

Como não imaginar, então, a violência contra “aquelas meninas que hoje gosto de pensar que são sereias”? E, mais ainda, como não desejar, numa linha de fuga dessa masculinidade monstruosa, “que um dia serei macho e submerso/ junto com elas” (p. 13)?

Desse movimento emerge uma pergunta perturbadora: o que significa nascer e morrer homem no Norte brasileiro? Nem Jesus aqui teria salvação: receberia como herança uma tradição de masculinidade forjada pela violência, pela dominação e pela repetição de seus próprios monstros. É, afinal, um Pobrezinho, nasceu em Belém, como sugere o título de outro poema.

Os espaços do monstro

Nesse cenário, esse homem desnorteado habita a própria catástrofe contemporânea, um “quebra-cabeça de uma fotografia do fim” (p. 14). No tempo do fim, o espaço volta a revelar seu núcleo político: “poder é uma escolha espacial” (p. 14).

Em Leviatãzinho, a cidade — seja Manaus, seja Belém — encolhe até tornar-se uma “cidade menor ainda”, comprimida por um mundo em combustão, onde “o milagre amazônico é uma nuvem de fumaça”.

À medida que os versos ultrapassam os limites da página, como se também fossem corpos em expansão, desenha-se uma cidade invadida pelos homens e por seus garimpos físicos e metafísicos, uma máquina permanente de extração da vida. Ainda assim, algo resiste:

As crianças são pequenos metais em novos garimpos, é o mercúrio que tempera a falta de futuro. A cidade – menor ainda – a cidade e esse antigo céu derretem toda a cola e as mulheres dentro do meu esófago que quer muito viver ainda o plástico mas ainda há a vida  (p. 15).”

Quanto menor se torna o espaço da cidade — e também o espaço interior desse homem —, mais obstinadamente a vida insiste. Por isso, “os meninos vão matar a sede/ de algum modo os meninos vão matar a sede” (p. 16), mesmo quando a existência já foi colonizada pelo fast-food ou quando se passa a falar “a língua do caderno da mercearia”.

Entre o homem reduzido à fisiologia do monstro e o que ainda resiste como possibilidade de vida, torna-se possível uma Reza para peito aberto (outro poema). Nessa reza, ouvimos os mortos — os que já partiram e os que permanecem vivos nesse apocalipse cotidiano —, enquanto “as armações estão mais vivas do que as casas./ A família caminha no equilíbrio da pernamanca.” (p. 22).

O amor e a rachadura

Contra o apocalipse e contra o próprio Leviatãzinho, uma força ainda persiste: o amor. Não o amor idealizado da tradição romântica, mas o amor como potência de construção de mundos. “Nos contaminamos com a origem de tudo/ o infinito não é água, o infinito é o fluxo” (p. 29). Fluxo que atravessa um sujeito cindido: “eu sou a rachadura/ eu sou um homem dividido um homem dividido um homem dividido” (p. 30).

Amar passa a ser dividir essa própria rachadura, fazer da fratura uma possibilidade de permanência, porque “tu permaneces permaneces permaneces” (p. 32), enquanto apareço: sedento como eu sou também gesto e chamaremos isso de amor o balançar das cabeças em uma tontura indecifrável e este é o mesmo amor o formato dos braços é o mesmo do crucifixo quem quer se salvar percebe no contorno da farpa (p.34)”.

É um amor que fere e salva ao mesmo tempo; que arrasta e paralisa; que hidrata e desidrata; que torna visíveis “as infiltrações expostas/ e o barulho das fraturas” (p. 35). Entre o Mercadinho Salmo XXIII, o fast-food, as drogarias e um logotipo romântico do Itaú, o amor se faz tédio, mas também surge como uma flor improvável, num efeito drummondiano: “o amor é uma flor tão grosseira amarrada a um holofote/ ela brota em asfalto eleitoral como pensamentos paralelos” (p. 38).

É como se apenas ele pudesse interromper, ainda que provisoriamente, a monocultura do agronegócio, do concreto e da devastação afetiva.

Esse amor também confronta o metabolismo do monstro. Não provoca borboletas no estômago; elas já habitam esse corpo ao lado das libélulas. São elas que fazem com que “cheiramos esmaltes até o amanhecer para no fim morrermos de/ cáries, com 4 pastilhas na boca/ arrancamos um filho do corpo – do teu corpo rochoso”, para descobrir, enfim, que “só o corpo é de verdade com seu cérebro” (p. 39).

O mapa geopolítico do monstro

Nos poemas da segunda parte, o apocalipse contemporâneo torna-se ainda mais nítido pela lente da periferia e do Norte brasileiro. É aqui que a conformação do Leviatãzinho se completa.

Em Drogasil, lemos que “a cada amanhecer uma farmácia nasce no bairro” (p. 45). A drogaria torna-se um dos templos dessa modernidade adoecida, onde esse homem acha “muito gostoso pensar na doença/ e fazer sexo com as prateleiras” (p. 45). Sob a inscrição “Deus fiel”, o diagnóstico permanece: vivemos “entre o câncer e o aquário” (p. 45).

Esse sujeito vê-se queimando junto às amantes mortas na crise climática; procura refúgio nas “estrelas malditas”, transmutando-se simultaneamente em doença e remédio. Faz-se tão desejo que já não distingue o querer da própria ruína, até reconhecer que “eu sou um ex-fumante submerso na rasa bacia dos dias/ e que ainda compreende a fumaça depois do genocídio.” (p. 46).

Cambaleando entre o divino e o diabólico das carnes e do asfalto, deseja transar “no ritmo de uma ferida, no cheiro de uma facada, em uma/ esperança anticristã que ressoa no osso e diz vem cá.” (p. 46). É o desejo desesperado desse homem atravessado pelo “calor capitalista” e pelas “estrelas hereditárias” (p. 46).

Há um fluxo permanente de destruição — uma verdadeira geopoética da catástrofe — atravessando o metabolismo espacial desse sujeito, que carcome lugares, afetos e relações. A segunda parte do livro desenha, poema após poema, um mapa geopolítico do Leviatãzinho. Em MAPS (Yeah yeah yeah cover), o próprio monstro declara:

Eu sou um leve tremor que percorre as artérias alheias um pequeno leviatã que arrasta sua cauda pela terra desenhando um mapa falso, corto a garganta do GPS e não tenho medo da hidrodinâmica: Eu estou sozinho na boca fechada de um homem (p. 48)”.

Nesses poemas, cada verso parece distender os próprios limites da forma poética. A linguagem transforma-se numa incisão aberta no núcleo racional que fabrica esse monstro. O Leviatãzinho não nasce da ausência de razão; nasce precisamente de seus excessos. É um monstro produzido pelos tentáculos da racionalidade moderna, instalado entre o limite da razão e a razão do limite da crise capitalista — estufa onde proliferam todos os estratos do fascismo.

Essa lógica reaparece em Manutenção de computadores. É o clássico homem cujo “cavalheirismo” é “dinástico”, aquele que gosta de “chamar de princesa e/ desconstruir todas as torres parlamentares com palestras e videochamadas” (p.51). O poema desloca a violência estrutural para dentro da casa, revelando como ela se reproduz silenciosamente entre gerações:

“Em toda casa existe um dispositivo computacional e desgosto um homem ruim um refluxo uma jogada corporal de pai para filho um papo torto surdo invisível no sofá se tocando repetitivamente de menino até um homem os meninos estão jogando free-fire e os homens estão num tiroteio de razão e as grandes vitórias contadas por eles – na tela, se esconde o minúsculo atirador (p. 51)”.

A carne verbal de Leviatãzinho

No poema, André Piñero explica seu adultério, o poeta abre seu espaço afetivo para expor os tentáculos moleculares desse monstro antigo. Tendo como “a única habilidade de imitar os homens da minha família” (p. 53), o eu lírico admite não querer “colecionar as flores de um homem morto” (p. 53).

Trata-se de um homem de quarenta anos que, desde criança, coleciona pedras, bonecos e bonecas; que perdeu o próprio nome e passa a ser chamado, na mesma medida, de viado e de macho. Sua identidade já não lhe pertence: é moldada pelas pedagogias contraditórias da masculinidade, que o atravessam e o fraturam. É esse mesmo sujeito que afirma:

Eu que tenho o prazer de agredir aos homens com a violência dos ossos dos homens e com a mesma violência tocas as mulheres com a língua dos homens.

Eu não te contaria que apanhei. Eu que prefiro passar todos os sete dias procurando o mal absoluto para amar ou matar como o homem caboclo que gostaria de ser visto como um deus em pé como o primeiro homem do bairro a virar porco (p. 54)”.

O poema revela que o Leviatãzinho não opera apenas como uma estrutura exterior de dominação; ele já foi interiorizado como gramática afetiva e corporal. A violência deixa de ser apenas aquilo que o homem exerce sobre os outros para tornar-se também aquilo que organiza sua relação consigo mesmo. O sujeito deseja reproduzir a masculinidade herdada, mas também reconhece as fissuras que ela lhe impõe.

Entre a agressão e a confissão — “Eu não te contaria que apanhei” —, a violência aparece simultaneamente como herança, desejo e vergonha. O monstro, aqui, já não precisa impor-se de fora: fala pela língua dos homens, habita seus gestos e educa seus afetos.

Talvez seja nesses poemas que a forma de Leviatãzinho revele sua maior singularidade. Seus versos caminham pela “avenida arterial do limite” (p. 49). Possuem uma carne verbal colossal, rugosa e estranha. Não se alongam por excesso; alongam-se porque somente uma sintaxe hipertrofiada é capaz de dar forma à fisiologia desse homem amazônico produzido pela catástrofe contemporânea.

A ocupação desmedida da página deixa de ser um procedimento gráfico para tornar-se uma política da linguagem. O verso invade o espaço como o próprio Leviatã invade o cotidiano. Sua extensão é também uma forma de poder — mais propriamente um contrapoder.

É nesse sentido que Leviatãzinho constrói uma dicção sinuosa, barroca sem ornamento, expansiva sem retórica. Como se um Mallarmé paraense e marginal, saqueando ecos fraturados de Roberto Piva e Lawrence Ferlinghetti, escrevesse no tempo do fim, fazendo do verso um corpo monstruoso onde convergem, ao mesmo tempo, a violência do Estado, a precariedade das periferias amazônicas, a crise climática e a ruína das intimidades.

A política poética do diminutivo

Há um núcleo pulverizado do pensamento sensível que pulsa em Leviatãzinho: a construção poética de um homem amazônico produzido pela modernidade capitalista na periferia da periferia do mundo, cujas singularidades locais condensam, paradoxalmente, a lógica global do contemporâneo.

Foi para acompanhar essa anatomia que esta leitura também buscou tornar-se protuberante, aproximando sua própria linguagem da fisionomia e da fisiologia do “monstro marinho bem antigo” que, aqui, já não é apenas o Leviatã bíblico nem o Estado hobbesiano, mas o homem-estadinho e o estadinho-homem amazônico.

Os versos de Leviatãzinho proliferam imagens de forças simultaneamente incomuns e comezinhas, revestidas por longas couraças formais, para construir uma dicção colossal e contraditória. É como se a própria linguagem adquirisse a pele rugosa desse homem do Norte: local em sua experiência, estruturalmente global em sua condição. Não por acaso, o livro lembra que “os poetas dizem que estão acordados” (p. 14) e que “são xamãs que estudaram em escolas públicas” (p. 15).

Nesses versos, a poesia aparece como uma forma de vigília: um xamanismo atravessado pela modernidade periférica, capaz de transformar a experiência ordinária em um campo de forças onde intimidade, afeto, política, violência, Estado e imaginação já não podem ser separados.

É também por isso que Leviatãzinho se constrói a partir das menores materialidades da vida amazônica: a farmácia da esquina, o mercadinho, o fast-food, o sofá, a fumaça, a rua, o bairro, a fonética do Norte, o diminutivo paraense. Tudo aquilo que parece pequeno torna-se operador de uma monstruosidade muito maior.

O livro realiza, assim, um movimento inverso ao do Leviatã clássico. Em vez de concentrar toda a violência num único corpo gigantesco, espalha-a molecularmente pelos corpos, pelas casas, pelas relações, pelas cidades e pela linguagem. O Leviatã deixa de ser um monstro exterior para tornar-se uma fisiologia cotidiana.

É nesse ponto que o “zinho” deixa de funcionar como simples diminutivo. Mais do que uma marca fonética singular do Pará, ele constitui a operação poética decisiva do livro: miniaturizar o Leviatã para mostrar que sua potência já não reside apenas na monumentalidade do Estado, mas de sua capacidade de infiltrar-se nas menores escalas da vida, em sua disseminação molecular. O monstruoso deixa de ser exceção para tornar-se hábito, gramática, metabolismo.

É provável que resida aí a maior invenção poética de André Piñero: fazer do diminutivo uma categoria crítica da contemporaneidade amazônica. O Leviatãzinho não é menor que o Leviatã. É mais íntimo, mais difuso, mais capilar.

Antes de se condensar no Estado, infiltra-se nos corpos, nas relações, na linguagem e nas gramáticas do cotidiano. Antes da grande política, já governa a política da intimidade; antes das instituições, administra os afetos. Sua monstruosidade não se mede pelo tamanho, mas por sua capacidade de proliferar nas menores partículas da experiência, convertendo o cotidiano em sua forma mais eficiente de governo.

Por essas razões, Leviatãzinho é um acontecimentozinho maior da poesia contemporânea produzida no Amazonas. Um livro que faz do diminutivo uma categoria estética capaz de revelar que os maiores monstros talvez não sejam produzidos apenas pelas grandes máquinas do poder, mas pelos pequenos modelos de vida através dos quais aprendemos, todos os dias, a falar, desejar, amar, obedecer e existir.

Leviatãzonho

Autor: André Piñero

Ano: 2026

Idioma: Português

 

 

 

Thiago Roney é doutor em Literatura (UnB), mestre em Letras e Artes (UEA) e possui licenciaturas em Letras (UNESA) e Matemática (UFAM). É autor dos livros de contos “O estouro da artéria de um cavalo húngaro” (2013) e “A merda do mundo” (2015), em coautoria com Arcângelo Ferreira, do livro de poesia “O drone de Yebá Buró – um poema cosmopolítico” (2022); do livro de crítica literária “Realismo dos fantasmas da periferia: o pensamento do realismo mágico” (2025); e do livro “Com o Rio Negro na Boca” (2026). . É professor e elaborar de avaliação de larga escala na Divisão de Avaliação e Monitoramento da SEMED – Manaus.

Arte: Loan Bastos
Revisão, Edição e Montagem de página:
Juliana Carvalho
Diretor de redação:
 Marcos Colón

 

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